Suicídio de Christiane fatalmente viraria notícia
É fato: tragédias despertam interesse. É o que se pode chamar de fascínio pelo tormento alheio, tão presente em sujeitos de qualquer sociedade. Mas por que episódios sangrentos, por mais insólitos que sejam, causam tamanha curiosidade e, com freqüência, se tornam manchetes de jornais?
Em seu “Diante da Dor dos Outros” (Regarding The Pain Of Others - 2003), a escritora Susan Sontag se presta à mesma indagação, comum a tantas outras pessoas: “William Hazlitt (...) sobre a atração exercida pela vilania (...), indaga: 'Por que sempre lemos, nos jornais, as notícias sobre incêndios pavorosos e assassinatos chocantes?'. Porque, responde ele, 'o amor à maldade', o amor à crueldade, é tão natural aos seres humanos como a solidariedade”.
O suicídio de Christiane, estudante de um dos colégios mais tradicionais de Curitiba, fatalmente viraria notícia. Pouco pelo fato, muito mais pela repercussão e pelo círculo social em que se deu. Acabou se transformando em tragédia em lábios alheios, ávidos por desgraças, sedentos pela crueldade.
É fato: tragédias despertam interesse. É o que se pode chamar de fascínio pelo tormento alheio, tão presente em sujeitos de qualquer sociedade. Mas por que episódios sangrentos, por mais insólitos que sejam, causam tamanha curiosidade e, com freqüência, se tornam manchetes de jornais?
Em seu “Diante da Dor dos Outros” (Regarding The Pain Of Others - 2003), a escritora Susan Sontag se presta à mesma indagação, comum a tantas outras pessoas: “William Hazlitt (...) sobre a atração exercida pela vilania (...), indaga: 'Por que sempre lemos, nos jornais, as notícias sobre incêndios pavorosos e assassinatos chocantes?'. Porque, responde ele, 'o amor à maldade', o amor à crueldade, é tão natural aos seres humanos como a solidariedade”.
O suicídio de Christiane, estudante de um dos colégios mais tradicionais de Curitiba, fatalmente viraria notícia. Pouco pelo fato, muito mais pela repercussão e pelo círculo social em que se deu. Acabou se transformando em tragédia em lábios alheios, ávidos por desgraças, sedentos pela crueldade.
3 comentários:
Enfim. Será apenas mais um caso esquecido, como vários outros que já nem lembramos mais. O objetivo dela foi atingido: se livrou de seus problemas. Porém, deixou outro para os familiares, e com certeza, muito maior do que o motivo de sua morte.
Ainda bem que a midia não consegui mata-la outra vez com o sensacionalismo barato, para venda jornais e revista
Sueli
"Acabou se transformando em tragédia em lábios alheios, ávidos por desgraças, sedentos pela crueldade."
Os nossos.
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